13 março 2026 - 17:48

Justiça manda soltar vereador Salvino Oliveira

Vereador Salvino Oliveira (PSD) foi solto pela Justiça — Foto: Reprodução/TV Globo

A Justiça mandou soltar o vereador Salvino Oliveira (PSD) do presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio, na tarde desta sexta-feira (13), depois da defesa entrar com um pedido de habeas corpus no fim desta quinta. A decisão foi assinada pelo desembargador Marcus Henrique Basílio e definiu duas medidas cautelares:

  • proibição de ausentar-se do Estado por mais de 15 dias sem autorização judicial;
  • Proibição de qualquer tipo de contato com os demais investigados.

 

Na decisão, o desembargador aponta que as provas citadas pela polícia são insuficientes para indicar envolvimento do vereador com o Comando Vermelho e a conversa entre terceiros em que o nome de Salvino estava envolvido aconteceu há mais de um ano.

“Especificamente, porém, com relação ao paciente, atento exclusivamente ao que consta nos autos, o fundamento da prisão quanto ao indício do seu envolvimento naquela organização é bastante precário, havendo apenas referência a uma conversa de terceiros há mais de um ano, ficando apenas indicado o domínio das facções nas comunidades (com envolvimento direto dos demais representados), não sendo apontada concretamente a imprescindibilidade da prisão para a investigação”, aponta.

Basílio também destaca que não está fazendo juízo de valor acerca da investigação da Polícia Civil contra o Comando Vermelho, mas analisando a necessidade ou não de prisão cautelar do vereaor.

“Não se pode confundir a prisão cautelar (instrumental) com a definitiva (punição). Essa reclamação condenação transitada em julgado, não podendo aquela ser decretada, sem haver mínimo elemento informativo do envolvimento do indiciado na organização criminosa em apuração”, escreveu o desembargador.

“Na verdade, a prisão temporária ainda possui outros requisitos próprios, um deles a sua imprescindibilidade para as investigações, também se justificando quando o indiciado não tem residência certa ou não fornece elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade”, aponta.

Depois, o desembargador aponta que o político tem residência e trabalho fixos, além de já ter sido cumprido mandado de busca e apreensão.

Via G1

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