7 março 2026 - 03:24

Polícia Civil e MP mira quadrilha que explorava falha no Pix, transações chegaram a R$ 320 milhões

Agentes estiveram numa casa de alto padrão no Recreio,dinheiro foi apreendido-Reprodução

Equipes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-CAP) e do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco) estão nas ruas para cumprir quatro mandados de prisão e 23 de busca e apreensão, além do sequestro de bens móveis e imóveis e do bloqueio de R$ 150 milhões.

A investigação teve início após a empresa Dock Soluções em Meios de Pagamentos identificar uma vulnerabilidade que permitia ao cliente solicitar, ao mesmo tempo, a devolução de um Pix recebido e o envio de outro Pix de igual valor para terceiro. O sistema não reconhecia que havia saldo suficiente para apenas uma das operações e acabava autorizando as duas. Apenas nesse episódio, foram registradas 166 transações fraudulentas, que geraram prejuízo superior a R$ 826 mil, de acordo com a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ.

De acordo com a polícia, o grupo utilizou documentos falsos para desviar recursos da empresa após explorar uma vulnerabilidade no sistema. A apuração contou com a cooperação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que forneceu dados que contribuíram para a identificação de movimentações financeiras de aproximadamente R$ 320 milhões ao longo de cinco anos.

O grupo criminoso atuava na Região dos Lagos e expandia suas atividades para outros estados, como Minas Gerais e Maranhão. A organização utilizava empresas fantasmas para a lavagem de dinheiro.

Yago de Araujo Silva foi preso no Rio nesta manhã. Além dele, também foram presos Alex Maylon Passinho Dominici e Celis de Castro Medeiros Júnior, ambos no Maranhão. Outro suspeito, Saulo Zanibone de Paiva, segue foragido.

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