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O aviso já foi dado: se quiser cumprir agenda de campanha com o eventual candidato a governador do estado Eduardo Paes (PSD), Rogério Lisboa (PP), ex-prefeito de Nova Iguaçu, precisa pedir para sair do partido.
O alerta é de caciques da coligação PP-União no estado, tendo Márcio Canella, prefeito de Belford Roxo, à frente. Canella foi enfático ao afirmar que o ex-mandatário iguaçuano tem que se decidir sobre que lado estará. O tom do conselho dado por Canella e outros líderes partidários subiu de tom depois de Lisboa ser visto com Paes em compromissos políticos nos últimos dias.
O prefeito carioca reforçou que gostaria de contar com um nome do PP na chapa e Lisboa seria um quadro considerado ideal pelo time de Paes, que é tão conhecido na Baixada quanto nota de R$ 3.
Se Paes necessita desesperadamente se fazer relevante fora da capital, alguns analistas políticos da Baixada e do interior avaliam que ele escolheu mal o nome. “Quem conhece minimamente a Baixada sabe que a gestão de oito anos do Rogério Lisboa em Nova Iguaçu só fez o básico, pagando salários em dia, que é mais que obrigação de um gestor público.
O rapaz não teve uma entrega de relevância que marcasse seu governo. Além disso, ele não é uma pessoa querida pela classe política da região”, avalia um deputado estadual de grande envergadura na Baixada.

Como se não bastasse essa análise, a aspiração de Lisboa esbarra em outro obstáculo: a administração Dudu Reina em Nova Iguaçu. Prefeito eleito graças ao apoio irrestrito de Lisboa e do deputado federal Doutor Luizinho, Reina ainda não disse a que veio.
A segunda maior cidade da Baixada enfrenta a inércia de seu prefeito, incapaz de mostrar serviço, seja em questões de infraestrutura urbana, seja em costuras políticas que deem sustentação a seu grupo político. Indo para o segundo ano de mandato, “Se precisar de um cabo eleitoral, Lisboa e Luizinho deram um tiro no pé com o Dudu Reina”, finaliza o parlamentar, grande observador da cena política fluminense.
















