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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quinta-feira, uma operação para desarticular uma estrutura voltada à fabricação artesanal e ao comércio irregular de armas de fogo, munições e acessórios bélicos. A ação é coordenada pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e conta com o apoio da Polícia Civil do Paraná. Até o fim desta manhã, cinco pessoas foram presas, entre elas um ex-cabo do Exército, apontado pelas investigações como armeiro fixo do grupo e um dos principais responsáveis pela produção das armas.
As diligências são realizadas nos dois estados e têm como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão. De acordo com a Polícia Civil, os arsenais produzidos no esquema ilegal abasteciam tanto a milícia quanto o tráfico.
Carlos Henrique Martins Cotrim, ex-cabo do Exército, é apontado como armeiro fixo da milícia que atua em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e um dos principais responsáveis pela produção das armas. Segundo a corporação, ele recebia um pagamento mensal dos criminosos em troca de seus serviços.

As fábricas funcionavam em Nova Iguaçu e Japeri, também na Baixada. Além de Carlos Henrique, Jerônimo Amaral de Oliveira, também preso na operação, participava diretamente do esquema de fabricação do arsenal.
Ainda em curso, a operação, até o momento, resultou na apreensão de armamentos, dos quais quatro pistolas, cinco revólveres, uma garrucha, um lança-rojão, dois fuzis, uma espingarda calibre 12 e um rifle calibre 22. Além disso, centenas de munições também foram recolhidas. Na fábrica em Nova Iguaçu, foi apreendido um fuzil, armamento que a polícia suspeita que era utilizado pela milícia e passava por manutenções no espaço clandestino. No Paraná, que teve dois endereços como alvo, a polícia estima que mais de 50 armas foram encontradas e devem ser trazidas ao Rio. No estado, o grupo atuava apenas na fabricação de munição apenas.

Via Extra
















