
![]()
Jogado para escanteio sem dó nem piedade na recente mexida promovida pelo governador Cláudio Castro (PL), o deputado federal Doutor Luizinho (PP) começa a colocar suas manguinhas de fora tentando um lugar ao sol. Além da humilhação de não ter sido sequer ouvido nas mudanças no governo estadual, o parlamentar também foi deixado de lado nas conversas que PP e União Brasil promoveram com vistas à formação de uma federação partidária com as duas siglas. Agora, Doutor Luizinho tenta pegar carona no PSD de Eduardo Paes.
Na semana passada, sem falar com ninguém do partido e nem mesmo com o governador, de cujo governo ele faz parte mandando e desmandando na Saúde, Doutor Luizinho passou mais do que um par de horas com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, virtual adversário de Castro e de seu eventual candidato Rodrigo Bacellar na eleição de ano que vem para o governo do estado. Levou a tiracolo o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa, que teve passagem melancólica na gestão da segunda maior cidade da Baixada. Tagarelaram como se fossem opositores do atual mandatário do estado.
“Só se surpreende com essa de Doutor Luizinho quem não o conhece. Ele sempre se caracterizou pela trairagem com que se comporta. Basta ver o que ele fez com o Bornier”, ataca uma raposa felpuda da política fluminense, referindo-se ao pouco caso de Luizinho com o ex-prefeito de Nova Iguaçu Nelson Bornier, já falecido, que o tirou da condição de médico estágiário e o lançou na política.
Hoje, no entanto, em novo chega para lá, Antônio Rueda, presidente do União Brasil, que deverá liderar também a federação com o PP de Luizinho, deu um banho de água fria nas pretensões do deputado federal. Desautorizou qualquer integrante da coligação de falar em alianças sem a sua permissão, negou que o União marchará com outro nome que não seja Bacellar para o governo do estado e ameaçou quem agir por conta própria, num claríssimo recado para Doutor Luizinho.
















