
O impasse sobre a falta de ar-condicionado nas escolas municipais de Nova Iguaçu continua gerando intenso debate na Câmara de Vereadores. Após o governo municipal negar a existência de dívidas com a Light, o vereador Manoel Barreto (PL) admitiu, uma semana depois, que há sim um débito, segundo ele, judicializado.
O vereador Igor Porto (PL), que vem cobrando transparência sobre o caso, apresentou documentos que revelam que, além dessa dívida, há outros débitos pendentes da Prefeitura com a concessionária.
De acordo com Porto, os valores em atraso de diversas secretarias, incluindo Educação e Saúde, totalizam aproximadamente R$ 2,5 milhões.
Além do problema financeiro, Porto destaca que a Prefeitura apresentou projetos de adequação elétrica, mas não para todas as escolas, o que impede o aumento de carga necessário para o funcionamento dos aparelhos de ar-condicionado. “A Light presta um péssimo serviço à população de Nova Iguaçu, porém, não dá para se aproveitar disso e culpar a empresa pela falta de ar-condicionado nas escolas quando a Prefeitura não faz a sua parte”, criticou o vereador.

A situação se arrasta desde 2023 e, diante da falta de soluções, Igor Porto anunciou que levará o caso ao Ministério Público, à Polícia Civil – por descumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente – e ao Tribunal de Contas do Estado, para apurar possíveis irregularidades na compra dos aparelhos de ar-condicionado.

Enquanto o impasse persiste, alunos, professores e funcionários da rede municipal seguem enfrentando calor extremo dentro das salas de aula, sem previsão de uma solução definitiva para o problema.
