
A exemplo dos problemas enfrentados na cidade do Rio, o usuário de transporte público que tenta recarregar seu bilhete do Jaé, em outros municípios da Região Metropolitana, não tem conseguido êxito. O Jaé é o novo sistema de bilhetagem eletrônico adotado pela prefeitura carioca e que será obrigatório a partir de 1 de julho para quem precisar usar na capital: ônibus municipais, BRTs, VLTs, vans e cabritinhos (kombis que entram em comunidades).
A constatação foi feita pelo gabinete do vereador carioca Pedro Duarte (Novo), que encontrou falhas significativas na oferta do serviço em municípios da Baixada Fluminense. Em vistoria recente feita em pontos cadastrados nas cidades de Nova Iguaçu e Nilópolis, segundo relação veiculada no site do Jaé, a equipe encontrou problemas como locais inexistentes e falhas técnicas em totens ou sistemas eletrônicos para a execução da recarga.
Essas vistorias na Baixada Fluminense aconteceram no último dia 4 deste mês. Foram fiscalizados por Pedro Duarte e sua equipe 3 pontos em Nova Iguaçu e 3 pontos em Nilópolis, cidades que têm cadastrados no site do Jaé ao todo 30 e 4 pontos de recarga respectivamente. Ao todo, em todo estado, existem 1798 pontos de recarga espalhados por 21 cidades. Além de Nova Iguaçu e Nilópolis, existem totens em Duque de Caxias, Magé, Belford Roxo, São João de Meriti, Tanguá, Queimados, Japeri, Paracambi, Mesquita, entre outros.
Em Nova Iguaçu, todos os locais visitados pela equipe de fiscalização apresentaram o mesmo problema, considerado “grave” pelo relatório feito pelo parlamentar: o ponto de recarga existe, mas o sistema registrou “erro” na hora de fazer a recarga. Ou seja: não foi possível colocar créditos no bilhete. Os três pontos ficam em ruas localizadas no Centro da cidade, sendo que uma delas está localizado dentro da própria rodoviária na Avenida Amaral Peixoto s/n.
Já na cidade de Nilópolis, dos 3 locais visitados, apenas um não registrou problema algum, com o totem de atendimento (Piu) operando normalmente e os funcionários cientes da oferta do serviço. Porém, nos outros dois, localizados no Centro a exemplo do primeiro, os pontos de recarga não foram encontrados pela equipe nos endereços apontados pelo site do Jaé.

Serviços importantes
A oferta do serviço de recarga em outros municípios é importante, antes de mais nada, porque facilita o acesso ao sistema do Jaé para quem depende do transporte público municipal do Rio, mesmo morando na Baixada Fluminense. Isso é especialmente relevante para aqueles que não conseguem usar o aplicativo ou preferem a recarga presencial, economizando tempo e evitando deslocamentos desnecessários até a cidade do Rio apenas para regularizar o bilhete.
O Jaé substituirá outros modelos de bilhetagem na cidade do Rio em ônibus municipais, BRTs, VLTs, vans e cabritinhos, mas o Riocard continuará sendo aceito em trens, metrô, barcas e ônibus intermunicipais. Pelo menos, até que o governo estadual implemente o novo sistema de bilhetagem do Jaé, o que depende de um entendimento entre o governador, o prefeito do Rio e as concessionárias de transporte público.
Relatório
Os problemas encontrados nos pontos da Baixada Fluminense pela equipe do vereador carioca Pedro Duarte serão incorporados a um relatório somando-se a outros 27 pontos da cidade do Rio cadastrados no site do Jaé e visitados pela equipe de Pedro Duarte no começo de janeiro. Muitos tinham os mesmos problemas. O relatório será anexado a uma representação que o vereador fez ao MP estadual, pedindo uma investigação do processo de implementação do Jaé.
“A presença desses pontos de recarga nos municípios da Região Metropolitana e o bom funcionamento deles são importantes para atender a população que transita regularmente entre a Baixada Fluminense, por exemplo, e a capital. Isso não só melhora a experiência dos usuários como também reforça a conexão com o sistema de transporte do Rio”, disse Pedro Duarte.
