PF prende 4 por desvios no Fundeb em Belford Roxo

PF cumpre mandado na Operação Errada — Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta terça-feira (11) 4 pessoas na Operação Errata, contra fraudes na rede municipal de ensino de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A investigação contou com o Ministério Público Federal (MPF), com a Controladoria-Geral da União (CGU) e com a Receita Federal. O valor envolvido ultrapassa R$ 100 milhões.

Os presos

Denis de Souza Macedo, ex-secretário de Educação de Belford Roxo;
Dulcileia Angelica Freitas Domingos, ⁠subprocuradora-geral de Belford Roxo;
Kezia Macedo Dos Santos Aleixo, ⁠ex-secretária de Educação de Itatiaia;
Marcos Domingos Luiz, ⁠ex-secretário de Indústria e Comércio de Belford Roxo.

Na casa de Marcos, agentes apreenderam 1 fuzil, 1 pistola e 1 revólver. A TV Globo apurou que o ex-secretário controla vans na região e tem ligação com a milícia.

Denis já tinha sido preso pela PF em julho do ano passado. Na ocasião, ele era investigado por fraudes na merenda escolar. Denis e outras 20 pessoas viraram réus no mês seguinte. A força-tarefa do MPF e PF afirma que pelo menos R$ 6.140.602,60 do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) foram embolsados pelo grupo indevidamente.

Policiais Federais estiveram em endereços na cidade de Nova Iguaçu-Foto: Divulgação/PRF

“As fraudes eram cometidas mediante pagamentos superfaturados, baseados em documentação falsa, às empresas investigadas. O desvio de recursos públicos teria sido acompanhado pelo pagamento de vantagens indevidas pelos fornecedores a agentes públicos do município”, afirmou a PF.

Cerca de 150 policiais federais também cumpriram 42 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro (14), Nova Iguaçu (11), Belford Roxo (7), Fortaleza (4), Maricá (2), Armação dos Búzios (1), Mesquita (1), Recife (1) e Paulista (1).

“Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal”, detalhou a PF.

Com informações do G1

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