Ainda há cerca de R$ 9,046 bilhões em “recursos esquecidos” por clientes em bancos, consórcios e outras instituições financeiras, de acordo com dados do Banco Central (BC). Esse montante corresponde a valores que não foram resgatados por pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas, e foi contabilizado até o mês de dezembro.
Do total, R$ 6,9 bilhões pertencem a 45.040.100 pessoas físicas, enquanto R$ 2,1 bilhões, a 3.912.419 pessoas jurídicas.
Embora o prazo oficial para a recuperação do dinheiro tenha se encerrado em 16 de outubro de 2024, ainda é possível reivindicar os recursos de forma judicial. Os valores não resgatados foram remetidos ao Tesouro Nacional, mas os interessados têm agora um período de seis meses para solicitar judicialmente o reconhecimento do seu direito sobre esses depósitos.
Caso não haja contestação, os valores serão incorporados definitivamente ao orçamento como receita primária.
Como consultar e solicitar os valores
A consulta e solicitação de devolução de valores esquecidos só podem ser feitas por meio do site oficial do Banco Central, disponível em https://valoresareceber.bcb.gov.br.

A plataforma permite que tanto pessoas físicas, incluindo herdeiros de falecidos, quanto empresas consultem e solicitem a devolução dos valores por meio de uma chave Pix.
Se o usuário não tiver uma chave Pix cadastrada, a recomendação é entrar em contato diretamente com a instituição financeira envolvida para combinar a forma de recebimento, ou então criar uma chave e retornar ao sistema para realizar o pedido.
No caso de valores pertencentes a pessoas falecidas, o processo é mais complexo e exige que o solicitante seja herdeiro, inventariante ou representante legal da pessoa falecida, além de preencher um termo de responsabilidade.
